Reclama que o amor está muito distante,
mas evita quem está perto por medo de se magoar.
Queria um beijo seu mas da sua boca
só saem palavras afiadas prontas pra cortar.
domingo, 16 de dezembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
No limite
Dizem que sou jovem demais pra andar por aí colocando minha vida em risco. Não é da morte que eu tenho medo. O medo maior é de chegar naquela idade quando seus ossos já não te sustentam mais. Quando as pessoas que te acompanharam durante a vida já se foram. Idade em que a sua maior loucura vai ser descer uma escada sem se segurar no corrimão. E para quem você vai contar esse fato inédito? Se der azar, provavelmente para um pessoa muito mais nova e que não te respeita. Deixa eu viajar pra outra cidade sozinho, dependendo de carona, torcendo para não ser vítima de um sequestro ou psicopatas. Que mais pra frente eu viajarei de graça, aí viajar perderá a graça. "Quem dorme menos, vive menos" Dane-se! Nem que eu viva só 50 anos, o importante é que eu viva bem durante esse tempo. Deixa eu passar a noite em claro pensando na vida. Deixa eu passar metade do dia pensando em sexo e a outra metade praticando. O meu corpo não vai funcionar perfeitamente para sempre. Deixa eu amar demais, não interessa se minhas expectativas vão gerar frustrações. Não é que eu só pense no presente, mas se eu não viver esse presente que ganhei em 1992, é o meu futuro que vai ser prejudicado. E que fique claro que ingerir qualquer tipo de substância danosa ao organismo em excesso e por um longo tempo está longe de fazer parte do "viver" que estou falando. Isso é apenas ir se matando por dentro com um ato de rebeldia momentâneo. Sejamos mais criativos com o nosso corpo. Pegar onda em dia chuvoso não é masoquismo, é querer sentir a natureza e esquecer o concreto, a largura das ruas, a altura dos prédios. Se arriscar faz bem. Deixa eu bater meu record de fraturas, fazer amizade com enfermeiras, colecionar exames de raio-x. Deixa eu ser feliz.
domingo, 21 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
Pedaços de alma
O nome "Horcrux" surgiu a partir de uma série de livros. Livros de histórias bem fantasiosas, aliás. Mas esse termo não faz parte apenas de uma ficção. Faz parte da vida. As horcruxes fora da ficção são as pessoas que amamos. Cada "eu te amo" sincero que sai da nossa boca em direção a alguém, é uma parte da nossa alma prestes a ser depositada em outro corpo. Quando uma certa pessoa morre, é uma horcrux sendo destruída e, consequentemente, você se sente com menos força para viver. Mas isso não é motivo para se assustar. As horcruxes se renovam ao longo da vida. Novas pessoas aparecem. E as que nos conquistam se tornam as novas horcruxes. É por isso que sentimos necessidade de proteger quem amamos. Sem saber estamos protegendo nós mesmos.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Sem saída
Tudo tem dado tão certo. Pelo menos tudo o que eu estava planejando acontecer. Mas eu ainda reclamo. Sempre tem algo de errado. Reclamo comigo mesmo, falo sozinho. Afinal, qualquer coisa que eu diga de negativo sobre a minha vida em voz alta, não demoraria 5 segundos para um imbecil começar a citar quinhentos problemas piores que o meu. É basicamente assim: se você não mora na África e não passa fome não tem direito de reclamar de nada. Quantas vezes você já se cortou com uma folha sulfite e pensou "por que diabos um corte desse tamanho dói e incomoda tanto?". É, às vezes basta um pequeno problema para te tirar o sono. Quando tudo começa a dar certo é quando você mais fica em alerta. É quase um instinto que faz você querer manter essa fase boa da sua vida. E quando tudo dá errado você se sente vacinado, qualquer coisa boa vira lucro. "Já estava tudo na merda mesmo". Não tem como não virar um completo pessimista com essa oscilação entre coisa boa e coisa ruim. Então a dica é a seguinte: se tudo começou a dar certo, abra o guarda-chuva. Pode esperar que tem uma tempestade a caminho. Só que às vezes, mesmo preparado, ela vem tão forte que entorta seu guarda-chuva pra cima e te molha do mesmo jeito.
domingo, 7 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
88
Essa noite sonhei que ela estava aqui
levantando de manhã, indo lavar o rosto.
Não sei quem é ela, se já conheci,
se vou conhecer, se vou ver de novo.
A minha camiseta velha nela virou camisola,
me sentia bobo igual nos tempos de escola,
com a mente vazia, nada pra falar.
Eu a olhava indo à cozinha,
ela olhava pra trás rindo sozinha,
se lembrando da noite passada.
Fazia o café olhando pra mim,
no leite molhava o biscoito.
E enquanto isso no meu estômago vazio
voavam borboletas 88.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Transferência
Apertar a pele com a unha. E quando não tem unha, apertar a pele com toda a força do mundo para aliviar a dor daquela picadinha da vacina que tomamos quando criança. Ficar inconsolável com o término de um relacionamento. Colocar na cabeça que nunca mais vai se envolver com ninguém. Mas na semana seguinte já se sente bem por ocupar a cabeça pensando o tempo todo numa nova pessoa. Se envolveu outra vez. Ingenuidade nossa achar que promover uma dor para aliviar a anterior é questão de fase e logo passa. Aliás, é questão de fase sim. E essa transferência de dor está presente em cada fase da nossa vida, em todos os sentidos.
sábado, 22 de setembro de 2012
Dois lados
Cumpra tarefas antecipadamente,
compareça aos compromissos.
Mas depois durma,
fique solto, esqueça.
Saia de sua prisão domiciliar.
Sinta, respire fundo, ouça barulhos,
cumprimente o velho ranzinza.
Que o bom da vida é olhar pra cima
e ver 50 tons de azul e não de cinza.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A onda levou
Aquilo que eu sentia por ti
tu jogou no mar, foi embora.
Não adianta mais chegar
de surpresa pra me impressionar.
Não me olha assim, não chora,
que é tarde agora
e a maquiagem pode borrar.
domingo, 16 de setembro de 2012
Deslocado
E no fim das contas é tudo quantidade...
Sair com muitas mulheres te faz ser o cara.
Virar muita bebida te faz ser o corajoso.
Ler muitos livros te faz ser o culto.
Mas o que quase ninguém percebe é que são poucos
os que souberam tratar bem de verdade suas poucas mulheres.
São poucos os que bebem porque realmente gostam do sabor
ou então só de reunir os amigos.
E são poucos os que fizeram questão de interpretar cada vírgula dos livros que leram.
Se alimentar demais não significa estar nutrido.
Felizes os que não vivem em função de status.
domingo, 26 de agosto de 2012
Pedaços de pano
Durmo com pouca roupa, ainda mais quando faz calor. Gosto de deixar meu tecido epitelial respirar, já que eu mesmo não consigo mais. Mas nessa noite eu puxei alguns pedaços de pano pra mim. Numa altura razoável pra não morrer sufocado e suficiente pra criar a ilusão da sua companhia. Quando a claridade tocou a janela, eu acordei. E então me deparei com uma situação que seria cômica se não fosse trágica. Eu estava dormindo de conchinha com o edredom. Aí está a injustiça da vida. Quando achamos que estamos caminhando bem, vem o inconsciente e joga uma pedra no caminho para tropeçarmos. No entanto, aposto que com ela está tudo bem. E é melhor que seja assim, o mundo não precisa de mais pessoas passando por isso.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Obsolescência do diálogo
Às vezes me pergunto se a palavra Bullying não passou a existir como um pretexto para os pais se afastarem cada vez mais dos filhos. Não é a primeira vez que escuto gente mais experiente dizendo que o "bullying" em si sempre existiu. E isso nunca foi um problema muito grande já que a família de antigamente era mais sólida e unida.
Já faz um tempo que o mundo faz campanhas contra isso. Já faz um tempo que escolas tiram um dia ou até uma semana para promover palestras e debates sobre esse tema. Os alunos colam adesivos "anti-bullying" uns nos outros, fingindo se divertir com todo aquele momento de confraternização. No fundo as instituições de ensino sabem que eles só estão se divertindo pois querem mais é perder aula mesmo. Mas quem se importa com isso, não é mesmo? O que vale é a escola se sentir com a consciência tranquila, com a sensação de missão cumprida. Missão essa que os pais fazem questão de jogar no ombro das escolas, afinal, pagam tão caro pelas mensalidades.
No fim, isso tudo é um jogo de culpa. E tem menos culpa quem tem mais dinheiro. Pelo menos todo mês alguma marca de eletrônicos lança um produto novo no mercado. E pelo menos todo mês um menino que apanhou ou foi humilhado pelos coleguinhas ganha esse novo produto como um prêmio de consolação.
Uma criança não pode de forma alguma viver no meio do silêncio, ainda mais nessa fase cheia de "por que's". Fase em que toda a sua formação mental depende unicamente daqueles que dela cuidam. Nada substitui o valor de um bom diálogo. Nenhuma tecnologia substitui aquela sensação de se sentir amado ao fingir estar dormindo no sofá da sala só para ser levado no colo até o seu quarto.
Já apanhei muito na infância, e eu revidava. Tive uma educação de não levar desaforo para casa e creio que muita gente foi criada do mesmo jeito. É claro que essa não é a melhor forma de resolver as coisas, mas levar desaforo para casa é como alimentar um tumor dentro do seu cérebro até que um dia ele explode. E é a partir desse tumor alimentado desde criança que surge o adolescente pronto para matar aqueles que o humilharam e até inocentes.
Antes que isso pareça um discurso comunista de boteco, deixo claro que o problema não é o capitalismo. Penso que o problema está no uso que certos adultos fazem desse sistema. Trabalhar é essencial, e é admirável que você queira fazer o possível financeiramente para sua família. Contudo, se isso começa a interferir nas relações interpessoais, aí já começa a ficar preocupante.
Enfim, não sou nenhum psicólogo, não sei muito da vida, muito menos o que é certo ou errado. Mas ter família é opcional, e já que essa escolha foi feita, é obrigação dos pais cultivá-la para que renda bons frutos no futuro. Não dá mais para ficar confortável perante uma realidade onde adultos preguiçosos sem noção de responsabilidade jogam seus filhos na escola como se estivessem varrendo a sujeira para de baixo do tapete.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Ausência de sintonia
Sem muito o que dizer ele foi atrás dela. Não teve dficuldades para encontrá-la, estava no cômodo ao lado. Mas não importa, a distância era imensa. Nenhum engenheiro seria capaz de construir uma ponte entre os dois. Nada amenizava aquela teimosia, nem mesmo alguns beijos no ombro combinados com abraços repentinos por trás. As poucas palavras ditas por ela caíam como bombas, doíam como gotas de limão entrando na ferida. Ela parecia suplicar por uma fuga. A aparente delicada menina mulher queria fugir dele. Mas ele não saiu de perto. Sabia que para mulheres as coisas funcionam ao contrário. E ela odiava isso. Odiava ter alguém que a conhecesse melhor que ela mesma. A necessidade de ser independente de tudo e de todos era tanta que qualquer resquício de carinho era deixado de lado. Cada traço de sentimento que surgia era jogado no lixo, não queria se tornar vulnerável. Não era a relação ideal, não eram um casal bonito para os outros, mas pra ele sim. Ele ainda cuidava dela, sem querer nada em troca, mas com a esperança de um possível reconhecimento. Tinha a mesma esperança que uma criança tem quando acredita que aquele filhote de passarinho machucado encontrado no chão possa voar novamente algum dia. Mas ela nunca cedeu e então ele cansou. Nunca desistiu, só cansou de insistir. E ela? Continua por aí. Fugindo de si mesma, sendo capaz de congelar qualquer cerveja só de segurar o copo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Boa Noite
Como é bom escrever no fim de um dia cansativo, quando a madrugada está pra cair e o barulho do silêncio predomina. Nessa ocasião as palavras saem mais verdadeiras dos seus dedos. Não existe mais aquela razão que nos atormenta desde que deixamos de ser criança. Não há nada útil pra pensar, sua mente já não funciona. Seus olhos ficam pesados. Os reflexos já sumiram faz tempo, mas um sutil equilíbrio ainda está ali. Está ali para te ajudar a segurar a caneta e só. É tão difícil pensar nessa hora que a caneta deixa de ser um objeto e se torna um animal a ser domesticado. No começo é difícil de lidar mas depois já viram melhores amigos. E quando a voz da cama te chamar para dormir, é hora de parar. Vá se deitar. Mas antes certifique-se de que está com uma boa aparência, afinal nunca se sabe quem vai encontrar no seus sonhos.
Utopia
Em um mundo paralelo eu vejo monstros correndo felizes por aí. Eles passeiam com suas famílias. As crianças estão contentes com seus pais. A ganância pra esses monstros não existe porque eles conhecem o amor. Eles não se surpreendem com truques de mágicos nos bares, e nem com grandes apresentações de ilusionismo. E sabe por que? Porque eles vêem magia em cada momento do dia. Cada queda de uma folha de árvore no chão para esse povo é um espetáculo. Não brigam por motivos religiosos. Eles não possuem religião. Mas são dotados de uma fé que os torna sábios. Eles pensam com o coração. No mundo deles tudo é calmo. Mas quer causar um caos em suas vidas? Quer magoá-los profundamente? Chame-os de seres humanos.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Nobody's safe
No one gives a shit for what you think
until they ruin their lives.
Yesterday they kicked you,
Tomorrow they'll ask for your advice.
They'll hurt you without mercy,
and throw away your loyalty.
But remember that someday they
meant a lot to you.
So don't lose your mind
and leave the past behind.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Preso em engrenagem
Eles dizem que a ignorância é nossa inimiga.
Será mesmo?
Queria tanto andar de mãos dadas com ela
agora ou pelo menos uma vez.
Deixar de pensar em coisas que não levam a nada.
Abrir uma janela sem me tornar escravo
dos seus truques guardados debaixo da manga.
Ser um ignorante,
ser um pára-raio de críticas,
e ainda assim não sair do lugar.
Claro que isso é apenas um devaneio inútil,
ser estático não parece combinar muito comigo.
Conhece o trânsito de São Paulo?
Tão agitado e lento ao mesmo tempo.
É assim que funciona a minha mente.
E nela ocorrem tantas explosões ao mesmo tempo
que dá para explicar de onde surgem tantos planetas.
Como eu queria poder viver em todos eles.
Pensar demais é assim.
É um fluxo sem fim de assuntos,
é se perder pelos planetas que você mesmo cria.
Ah como eu queria andar ao lado da ignorância...
Pelo menos uma vez, mas se possível, agora.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Walking away from it all
I know there's nothing wrong with being wrong,
but I lost my way to be right.
I forgot people I used to love,
my thoughts were took by the wind.
The childhood ghosts blew away my good memories from me.
When I try to explain they don't know what I mean.
In a little time people will bother you and that's why
my bags will be always packed for somewhere 'till I die.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Pessimismo disfarçado
Para cada vontade que se tem sempre vai haver
um obstáculo.
O desafio atrai, o impossível subtrai as esperanças.
Já me acostumei com o fato de o termo "um dia"
ser uma espécie de código para "nunca".
sábado, 28 de abril de 2012
Strange connection
It was never my intention to feel like if I were so connected to you,
maybe that's why I'm so hypnotized.
We just wanted to have fun and enjoy all that mess,
but now there are some of your clothes in my closet
and you always go home wearing my shirts.
I don't want to realize how far we've come.
I don't want to wake up.
I just wanna feel this crazy thing...
I just wanna feel that this time you feel the same as me.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Vício antigo
Escrevo pra lembrar daquilo que esqueci,
daquela noite agradável que não pude ir.
Escrevo pra aliviar a alma da rotina,
pra largar por um segundo da minha teimosia.
Escrevo pra mim mesmo, pra me conhecer,
pra me distrair em outro caminho.
Escrevo na rua, em casa, não importa o lugar,
caneta e papel não me deixam sozinho.
daquela noite agradável que não pude ir.
Escrevo pra aliviar a alma da rotina,
pra largar por um segundo da minha teimosia.
Escrevo pra mim mesmo, pra me conhecer,
pra me distrair em outro caminho.
Escrevo na rua, em casa, não importa o lugar,
caneta e papel não me deixam sozinho.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Só e bem acompanhado
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Bad feelings go away

Fear is the bird of weakness that
lands on your shoulder and makes you feel helpless.
But like all the birds, it will migrate
and then another will land on your shoulder.
This one will be the bird of courage,
and only he you'll can hold in a cage and never let go.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Hora errada
O sorriso esconde a saudade,
a barba aumenta a idade,
se comporta sob pressão
e o desconforto não nega.
Mais uma tentativa de fuga,
ela te leva à loucura,
tu finge não sentir nada,
mas o olhar te entrega.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Cuidado
De longe, todos acham aquela rosa bonita
mas só quem pôde tocá-la sabe como
seus espinhos podem machucar.
mas só quem pôde tocá-la sabe como
seus espinhos podem machucar.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Each age, a behavior.
In youth we get drunk when we wanna forget
someone we love too much.
someone we love too much.
But many years later, we're finally old.
Maybe with Alzheimer, sad...
and unlike the youth,
trying so hard to remember people
and moments we used to love.
and moments we used to love.
Ironic, isn't it?
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Às avessas
Máquinas substituindo o homem,
adquirindo as mesmas características
e sendo até aperfeiçoadas.
Já pensou se o inverso ocorresse?
O homem semelhante à maquina,
ganhando a tão sonhada chance de poder configurar a vida.
Não sofrer tanto se alguém morresse,
podendo salvá-la antes de sua partida.
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