sábado, 11 de fevereiro de 2012

Só e bem acompanhado


Que mundo estranho. Ou talvez o mundo seja normal e o estranho seja eu. Isso é o que menos importa, já que tudo é relativo. A questão é que aquelas pessoas que se sentem melhor em suas casas, ou aquelas que simplesmente gostam de passar longas horas sozinhas estão sendo taxadas de tristes e depressivas. Se isso é ser triste, qual seria a maneira mais adequada pra ser feliz? Sair para boates todo o final de semana? Isso se tornou uma regra, as pessoas chegam a se culpar por não sair num sábado à noite, por exemplo. É lógico que o ideal sempre vai ser o meio termo. Pode parecer meio paradoxal, mas é mais fácil se sentir sozinho nessas boates da vida. Não é saudável alguém buscar refúgio em outras pessoas. Pior, buscar refúgio em pessoas desconhecidas que estão nesse lugar cheio de gente talvez pelo mesmo motivo que você. Quem faz isso é porque não se atura; é porque tem medo de olhar pra si mesmo. Estar com os amigos é realmente muito bom, mas se em algum momento eles te decepcionarem para onde você vai? Ah, você tem os seus pais? Perfeitamente, mas eles também não vão viver para sempre. Na verdade eles podem ir embora mais cedo do que imaginamos. Agitar a vida noturna pode ser uma solução tentadora, porém, passageira e mesmo assim a sensação de vazio vai permanecer. Nesse caso, a melhor maneira de curar o vazio é reservar pelo menos um dia pra si. Conhecer gente nova é bem interessante mas experimente se conhecer. Não pense que é fácil. Na realidade é bem assustador. Mas o resultado compensa; nós finalmente descobrimos nossas qualidades e defeitos. Não que só essa descoberta seja suficiente, também é preciso aceitar esse conjunto de características, pois se um dia alguém desistir de você por ser o que é, você vai poder dizer com todo o orgulho: "o importante é que eu não desista de mim".

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